segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Tipos de comentários sobre uma postagem que trata de desigualdades e emissão de carbono- entendendo a noodiversidade

 Com base na postagem sobre a desigualdade nas emissões de carbono, li  os comentários e pedi ao DeepSeek que os organizasse, com o objetivo de entender melhor o que se passa na cabeça dos internautas, seus preconceitos, vieses, crenças ideológicas, percepções de mundo. 

A classificação do DeepSeek segue abaixo podem ser organizados e classificados em diferentes tipos de resposta ao tema. A maioria dos comentários não contesta diretamente os dados, mas apresenta reações que vão desde a negação até a distração do ponto central.

Abaixo, a classificação:

1. Negação da Premissa ou Inversão da Culpa

Comentários que rejeitam a ideia de que os ricos poluem mais, atribuindo maior responsabilidade ambiental aos mais pobres.

  • Luciano Sulzbach: "Minha experiência mostra que quanto mais pobre menor a consciência ambiental."

  • Bruno Portugal: "Ainda não vi rico colocando fogo no mato ou no lixo, cortando árvore..."

  • Américo De Castro Freitas: "Pobre é quem mais polui com o gás metano, proveniente do consumo descontrolado de feijoadas."

2. Questionamento da Metodologia ou da Fonte

Focam em duvidar do estudo ou pedir provas, sem necessariamente discutir o mérito da questão da desigualdade.

  • Robson Rojas Andrade: Não encontrou o estudo e pede o link.

  • Guilherme Port: "Fonte da informação pra provar."

  • Marcelo de Oliveira: Questiona se o estudo considera a pessoa física ou o conglomerado de empresas, argumentando que a comparação é tendenciosa.

3. Contra-Argumentação Lógica ou Econômica

Tentam refutar a tese com base em raciocínios sobre consumo, produção ou economia.

  • Silvio Licht Ahmad: Argumenta que redistribuir riqueza não reduziria emissões, apenas as redistribuiria, e atribui o debate à "inveja do marxismo".

  • Cleimar Picinini: Diz que o rico emite mais porque gera empregos e indústrias, e sugere que fechar tudo resolveria o problema (tom irônico).

  • Jean Abelhas Nativas Abena: "Então pro CARBONO é melhor que todos sejam POBRES?" (redução ao absurdo).

4. Distração ou Foco em Outros Fatores

Reconhecem a poluição, mas desviam o debate para outras causas ou soluções, ignorando o eixo da desigualdade.

  • Rodrigo Bini: "Os dois poluem... Se cada cidadão plantasse uma árvore ajudaria."

  • Luan Estrela: "As árvores gostam de carbono, o problema é o governo arrancando elas."

  • AC Maltez: Menciona as queimadas na África para caçar ratos.

5. Ironia, Sarcasmo ou Minimização do Problema

Tratam a questão com deboche ou como algo irrelevante.

  • Valmir Rubio: "Será que é porque os ricos comem mais, e aí peidam mais?"

  • Luciano Naidon: "Venezuela é carbono zero então! 🤣🤣🤣"

  • Mateus Calegari: "Nunca vi uma postagem tão inútil."

  • Yamete Kudasai: Sugere, de forma claramente irônica e extrema, "exterminar os pobres" para resolver problemas sociais e ambientais.

6. Teorias ou Ataques Ideológicos

Enxergam a informação como parte de uma agenda política ou doutrinária.

  • Augusto Santos: "Certeza é página PTista que quer é aprovar taxar os ricos."

  • Jean Abelhas Nativas Abena: "A Esquerda tem muita criatividade e, POUCA RESPONSABILIDADE!"

  • Luiz Roberto Tourinho Costa: "Doutrinação subliminar?!!"

  • Paulo Durães: "Sempre a mesma história colocar um grupo contra o outro!"

  • Silva Gomes: "dividir para conquistar" (insinuando que é uma tática manipulativa).

7. Comentários que Concordam ou Expandem o Debate (MINORIA)

Poucos comentários aceitam a premissa ou a ampliam para outros aspectos da justiça.

  • Leandro Bernardinelli: "O capitalismo mostra que eles, os capitalistas, são os maiores causadores da aceleração do aquecimento global."

  • Bia Vedovello: Oferece um contra-exemplo baseado em experiência prática sobre coleta seletiva, mas não nega diretamente a tese das emissões de carbono.

  • Luiz Bettoni Reflorestar: "Sim com certeza deve ser verdade... já passou da hora de todos pagarem um X pelas suas emissões..." (Concorda e propõe ação).

  • Jairo Maidana Paiva: Critica o foco em "justiça climática" em detrimento de justiça social e saúde, questionando a falácia de que "se todos ficarem pobres diminui a emissão". É uma crítica à abordagem, mas parte do princípio de que a disparidade existe.

8. Comentários Neutros ou de Dúvida Genérica

  • Victor Coutinho: "depende."

  • Sandro Jose: Pede mais especificidade à página: "onde e com o uso de quê!"

Resumo do Padrão das Respostas:
A grande maioria dos comentários reage de forma defensiva ou de negacionismo ao vínculo entre riqueza e emissões. Predominam estratégias como:

  1. Mudar o assunto: da emissão de CO2 (invisível e ligada a consumo de energia e bens) para poluição visível (lixo, queimadas).

  2. Atacar o mensageiro: desqualificar a fonte como "marxista", "esquerdista" ou "doutrinadora".

  3. Apelar para a experiência anedótica: "nunca vi um rico fazendo X", contrapor à realidade local.

  4. Redução ao absurdo: distorcer a conclusão para "então querem que todos sejam pobres".
    Poucos comentários engajam diretamente com o cerne do argumento da justiça climática — a ideia de que quem mais causou o problema tem maior responsabilidade em resolvê-lo. O debate é majoritariamente desviado para questões ideológicas e de culpabilidade imediata e visível.